Passarinheiros: Os planos do presidente da UCPT, Silvonei Cardoso Mendes

Passarinheiros: Os planos do presidente da UCPT, Silvonei Cardoso Mendes

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A pandemia do coronavírus atrapalhou os planos da União dos Criadores de Pássaros de Tubarão (UCPT). Os torneios agendados desde março e os eventos, que eram sagrados todos os domingos na sede da instituição, que fica no Bairro Revoredo, precisaram ser suspensos. Apesar disso, a nova diretoria não desanima e estima investimentos no associado quando as coisas se normalizarem.

Hoje, a UCPT tem 726 associados, segundo o último balanço. Todos podem usufruir da sede durante as competições com os animais, que são muito bem tratados. “Nós começamos sem nada. Atualmente, temos a maior sede do Brasil em termos de campo livre, com 1150m² para fazer torneios”, comemora Silvonei Cardoso Mendes, o Nei, de 52 anos, presidente da União dos Criadores de Pássaros de Tubarão.

Ele já foi presidente e decidiu voltar a comandar a entidade. Seu período na presidência vai até o fim de 2021, com possibilidade de reeleição para mais dois anos. A União dos Criadores de Pássaros de Tubarão (UCPT) foi fundada em 1983. A associação se consolidou há alguns anos, quando houve uma união entre tratadores de curiós – os que fundaram – com criadores de coleiros e trinca-ferros.

Eles se encontram semanalmente na sede da entidade, que fica na Rua Antônio Hülse. “Agora, com a pandemia, isso mudou. Estamos respeitando as regras e por isso não organizamos torneios. Tínhamos eventos marcados para esse ano, mas eles foram adiados. No entanto, existe uma possibilidade de reabrir agora em agosto, com regras de distanciamento, mas estamos aguardando o aval dos órgãos públicos”, relata Nei.

Para que uma pessoa participe da União dos Criadores de Pássaros de Tubarão não basta apenas cumprir com suas obrigações pessoais. Talvez o processo de fiscalização do animal seja ainda mais rígido. É preciso que o participante tenha todas as autorizações do Ibama. Para competições amadoras, como as que são realizadas pela UCPT, cabe ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis a regulamentação dos envolvidos.

Além disso, a entidade tem veterinários que observam possíveis problemas, como maus–tratos, problemas com alimentação e outros quesitos. Mesmo com processos rígidos do Ibama e da própria entidade, antes de todo evento os animais são observados durante um minuto. É o chamado vassourão. O pássaro que ficar mais do que esse tempo sem cantar é eliminado automaticamente. Toda ave precisa ter gaiola limpa, além de comida, água cristalina e boas frutas.

Conforme o presidente Nei, os cuidados dos criadores com os pássaros são os maiores possíveis. O investimento na saúde do animal é alto e o conforto dado ao pássaro é fundamental. “Eles comem frutas, verduras e ração, sempre da melhor qualidade. Os criadores gastam entre R$ 150 e R$ 200 por mês cuidando dos pássaros. Isso contando apenas alimentação”, salienta o presidente. “Se eu contar gaiola, os luxos, o valor aumenta. Hoje, tem criador com gaiola que vale R$ 10 mil”, revela Nei.

Os cuidados com os pássaros também refletem na expectativa de vida do animal. Os criadores estimam que eles vivem muito mais. “O pássaro de cativeiro vive cerca de 30 anos. Mas se ele viver solto, vai viver no máximo oito”, observa.

OBJETIVO É COMPRAR OUTRO TERRENO

A grande prioridade de sua gestão para o período em que presidir a União dos Criadores de Pássaros de Tubarão já está definida. “Queremos comprar o terreno ao lado da associação para criar um estacionamento”, projeta Nei. O presidente da UCPT avalia que o tamanho da sede é bom. “Não tem o que expandir”, garante. Mas por causa da alta movimentação de criadores, sobretudo aos domingos, em dias de torneio, é preciso oferecer mais conforto ao associado. “Existem torneios que unem cerca de mil gaiolas. Hoje, aqui na frente cabem cerca de 500 carros. Se comprarmos o terreno ao lado, a gente vai conseguir dar uma condição melhor para o associado e organizar melhor o trânsito”, espera Nei.

Atualmente, a joia para quem tiver interesse em se associar à entidade custa R$ 250. Além disso, o associado precisa desembolsar R$ 100 por ano para ingressar no quadro da UCPT. Só de patrimônio, estima Nei, a União dos Criadores de Pássaros de Tubarão vale R$ 3 milhões, com a sede que foi construída.

 

*Reportagem exclusiva da edição impressa de junho/julho de 2020 – Revista Única

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